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Por trás dos resultados cinco estrelas em testes de colisão da indústria automotiva, existe um mineral brasileiro que costuma passar despercebido pelo consumidor. Trata-se do nióbio, elemento adicionado em pequenas quantidades a diferentes tipos de aço para garantir maior resistência e absorção de energia em impactos severos.

A principal aplicação desse metal ocorre nos chamados aços de alta e ultraresistência, utilizados no conjunto estrutural da carroceria antes da instalação de portas e acabamentos. Essa base metálica determina tanto a rigidez do veículo quanto a forma como a estrutura dissipa a energia gerada por uma batida.

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O Brasil domina amplamente a produção global do elemento, concentrando as maiores minas no município de Araxá, em Minas Gerais. Segundo Caio Pisano, gerente sênior de Desenvolvimento Técnico de Mercado da CBMM, o motorista não consegue identificar a presença do mineral visualmente, mas os reflexos aparecem no comportamento estrutural do automóvel.

Em uma colisão, o uso do nióbio contribui diretamente para distribuir melhor a energia do impacto, reduzindo a possibilidade de intrusão na cabine e protegendo os ocupantes. O metal atua modificando a microestrutura do aço em ligas avançadas, elevando a resistência mecânica e permitindo o uso de chapas mais finas sem perda de rigidez.

A redução de massa beneficia tanto veículos a combustão quanto híbridos e elétricos, sendo especialmente crítica para estes últimos devido ao peso elevado das baterias. Aços microligados também aparecem em estruturas de chassi, rodas, portas e capôs, melhorando a capacidade de moldagem do material.

A CBMM destina cerca de 33% de seus negócios ao setor automotivo e investe anualmente entre R$ 250 milhões e R$ 300 milhões em tecnologia e projetos de pesquisa. Com a transição energética e a eletrificação da frota global, a demanda por estruturas mais leves e seguras tende a consolidar ainda mais o papel estratégico do nióbio.

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