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O escritor britânico e ex-político Jeffrey Archer morreu aos 86 anos, conforme informou nesta segunda-feira (5) sua editora, a HarperCollins. O autor construiu uma carreira internacional de enorme sucesso como romancista, acumulando a marca de mais de 300 milhões de exemplares vendidos em todo o mundo com seus thrillers de ritmo acelerado.
A trajetória de Archer foi marcada tanto por grandes conquistas literárias quanto por fortes turbulências na vida pública. Na década de 1980, ele despontou como um proeminente político conservador no Reino Unido, atuando brevemente como parlamentar e alcançando um alto cargo na cúpula do partido sob o governo da então primeira-ministra Margaret Thatcher.
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No entanto, a reputação do político sofreu um golpe devastador em 2001, quando ele foi condenado a quatro anos de prisão após ser considerado culpado por perjúrio e obstrução da justiça em um caso de difamação de grande repercussão pública.
Apesar do escândalo judicial, Archer manteve sua força no mercado editorial e continuou escrevendo obras de grande apelo comercial. Entre os livros de sua autoria publicados em português destacam-se títulos como “Cara ou Coroa” e “Eis aqui um homem”, consolidando sua base de fãs global.
A morte do escritor foi lamentada publicamente por dirigentes do setor livreiro. Kate Elton, presidente-executiva da HarperCollins no Reino Unido e editora de Archer, declarou em nota oficial que todos estão devastados pela perda de um autor que levou alegria a gerações de leitores, além de defini-lo como um verdadeiro amigo.
O legado literário de Archer ainda receberá um último capítulo com o lançamento póstumo de seu romance mais recente, intitulado “Adam and Eve”, cuja publicação está programada para ocorrer ainda no decorrer deste mês.
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