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Girassóis historicamente associados a campos ornamentais assumiram uma função inesperada após o desastre nuclear de Chernobyl em 1986, sendo utilizados em testes práticos para retirar material radioativo de água contaminada nas proximidades do reator. A experiência explorou uma capacidade biológica natural das plantas, cujas raízes absorvem água e nutrientes enquanto retêm determinados elementos presentes no ambiente aquático.

Documentos da Agência de Proteção Ambiental dos Estados Unidos, a EPA, registram um teste em pequena escala realizado em um lago próximo à usina. Na ocasião, girassóis foram cultivados em estruturas flutuantes que mantinham as raízes em contato direto com a água contaminada por radionuclídeos liberados pelo acidente.

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A técnica empregada faz parte da fitorremediação, método que utiliza plantas para reduzir contaminantes ambientais. Quando o processo ocorre especificamente com raízes submersas em água, recebe o nome de rizofiltração, estratégia que demonstrou eficiência ao extrair césio-137 e estrôncio-137 das amostras monitoradas.

Apesar do sucesso na remoção, especialistas esclarecem que os girassóis não absorvem ou eliminam a radiação, mas sim concentram os elementos radioativos em seus próprios tecidos. Consequentemente, toda a biomassa contaminada precisa ser recolhida posteriormente e receber uma destinação adequada para evitar novos riscos.

Estudos posteriores continuaram avaliando o potencial da técnica em diferentes cenários de contaminação radiológica. Uma pesquisa publicada em 2025 no International Journal of Phytoremediation demonstrou que diferentes variedades de girassol apresentam variações significativas na capacidade de acumular elementos como o estrôncio.

Por fim, entidades científicas ressaltam que o uso de girassóis não funciona como uma solução universal para desastres nucleares. A eficiência do método depende diretamente de fatores como o tipo de contaminante e as características do ambiente, mantendo a técnica como uma ferramenta auxiliar específica de descontaminação.

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