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O vice-presidente do Fed (Federal Reserve), Philip Jefferson, afirmou nesta quinta-feira (1º) que a autoridade monetária norte-americana possui atualmente mais margem para concentrar seus esforços no combate à inflação. Segundo o dirigente, a economia dos Estados Unidos está operando em um patamar bem próximo ao pleno emprego.

Em uma sessão de perguntas e respostas realizada após seu discurso oficial, Jefferson pontuou que o processo inflacionário recente decorreu de uma severa cascata de choques globais. Ele ressaltou que as expectativas de inflação de longo prazo demonstram que o banco central mantém total credibilidade em seu compromisso histórico de arrefecer a alta dos preços.

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Apesar do otimismo moderado com os indicadores atuais, o vice-presidente destacou que a instituição precisa permanecer vigilante e pronta para executar o trabalho necessário na validação dessas expectativas. O Fed está firmemente comprometido em devolver a inflação à meta de 2% em tempo hábil, conforme reforçou o executivo durante o evento.

Questionado sobre o mandato duplo da autarquia, que equilibra estabilidade de preços e máximo emprego, Jefferson avaliou que existe grande sabedoria nessa diretriz simultânea. Ele também comentou sobre o avanço da inteligência artificial, apontando a tecnologia como uma geradora potencial de grandes ganhos de produtividade no futuro, embora tenha ponderado a dificuldade atual de mensurar impactos exatos na taxa natural de juros.

No cenário de mercado, a fala do dirigente repercutiu internacionalmente. A InfoMoney destacou em sua cobertura que o membro do Fed chamou atenção para a grande distância entre os juros curtos e o rendimento do Treasury, enquanto a UOL Economia apontou que as taxas de juros domésticas ignoraram dados do Caged e mostraram queda firme de olho nas declarações vindas dos Estados Unidos.

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