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Ciro Gomes foi derrotado na eleição para o governo do Ceará pelo PSDB no último domingo (04) e acumulou a quinta derrota eleitoral de sua trajetória política. O ex-governador não conseguiu viabilizar sua candidatura e viu toda a chapa de oposição ser superada nas urnas estaduais.
A derrota no pleito cearense foi ampla e atingiu os principais aliados de Ciro na região. Os candidatos ao Senado pela chapa oposicionista, Capitão Wagner (União Brasil) e Pastor Alcides Fernandes (PL), perderam as vagas para Cid Gomes (PSB) e Luizianne Lins (Rede). Além deles, o ex-prefeito de Fortaleza, Sarto (PSDB), aliado histórico de Ciro, também não obteve êxito na disputa por uma vaga de deputado federal.
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A entrada de Ciro na disputa estadual foi marcada por hesitações e idas e vindas públicas. Em diversas ocasiões anteriores, o político havia declarado que não pretendia concorrer ao cargo executivo do estado, afirmando que seu coração mandava ir, mas sua cabeça mandava não ir. A aproximação com a oposição local ganhou força a partir de 2024, após a derrota de José Sarto na disputa pela prefeitura de Fortaleza.
Convencido a encabeçar a chapa oposicionista, Ciro retornou ao PSDB a convite do ex-senador Tasso Jereissati e estruturou uma coligação que incluiu o PL. Durante o período de campanha, o candidato focou sua plataforma em propostas voltadas para a segurança pública. Questionado sobre o cenário nacional, optou por manter neutralidade em relação à disputa presidencial, afirmando não ser lulista nem bolsonarista.
O pleito também evidenciou o aprofundamento da ruptura política entre Ciro e seu irmão, o senador Cid Gomes. Enquanto Ciro liderava a chapa de oposição e amargava a derrota, Cid seguiu caminho oposto, aliando-se aos governistas e saindo das urnas como o senador mais votado do estado. Por outro lado, Ciro contou com o apoio direto dos irmãos Ivo e Lúcio Gomes na condução de sua campanha.
Com este resultado negativo no Ceará, Ciro Gomes adiciona mais um revés à sua biografia eleitoral, que inclui quatro derrotas em disputas presidenciais nos anos de 1998, 2002, 2018 e 2022. A nova derrota reforça os indicativos de afastamento do cenário político eletivo, repetindo o movimento feito após o pleito presidencial de 2022.
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