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O deputado estadual Milton Leite Filho, filiado ao União Brasil, foi eleito deputado federal por São Paulo nas eleições de domingo, acumulando 71.631 votos. A vitória coroa a campanha do herdeiro político em um reduto onde sua família exerceu forte influência por décadas, apesar do momento de forte turbulência judicial enfrentado pelo clã.
Enquanto o irmão conseguiu ascender à Câmara dos Federal, o cenário foi oposto para Alexandre Leite. Ele, que ocupava o cargo de deputado federal e tentava migrar para a Assembleia Legislativa de São Paulo, obteve 72.515 votos, mas ficou sem a vaga de deputado estadual no Legislativo paulista.
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Os dois políticos são filhos de Milton Leite, apontado como chefe do União Brasil na capital paulista. O ex-vereador acumulou uma trajetória de 27 anos na Câmara Municipal de São Paulo, período em que presidiu a Casa legislativa em quatro ocasiões diferentes e consolidou um dos maiores poderes de articulação política do estado.
A derrocada recente do patriarca começou em setembro, quando a Polícia Civil de São Paulo deflagrou uma operação de grande impacto para investigar a infiltração da facção criminosa Primeiro Comando da Capital no setor de transportes coletivos da cidade. O nome de Milton Leite passou a figurar com destaque nas investigações após aparecer em diálogos e relatórios reunidos pelas autoridades policiais.
A decisão judicial que fundamentou a operação traz depoimentos de policiais militares que apontam o ex-vereador como o verdadeiro dono de fato da Transwolff, empresa de ônibus que já havia sido alvo da Operação Fim da Linha em 2024. Tanto a defesa de Milton Leite quanto a direção da empresa negam veementemente qualquer participação societária, atuação na gestão ou ligação com o crime organizado.
Após ser tratado inicialmente como foragido pelas autoridades, Milton Leite apresentou-se à polícia em 18 de setembro e negou todas as acusações de irregularidades na relação com empresas de ônibus e desconhecimento sobre integrantes da facção. Apesar dos esforços jurídicos de sua defesa, o Superior Tribunal de Justiça negou um pedido de habeas corpus em 23 de setembro, mantendo-o recluso na Cadeia Pública de Mogi das Cruzes.
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