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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou nesta segunda-feira (21) que o Uruguai autorizou o Brasil a utilizar parte de sua cota de exportação de carne bovina para a China. A medida busca ampliar o volume vendido ao mercado chinês sem a incidência de sobretaxas aplicadas às exportações que ultrapassam o limite anual estabelecido por Pequim.

A cota brasileira para o ano de 2026, fixada em 1,106 milhão de toneladas, esgotou-se em menos de sete meses, segundo dados divulgados pelo setor produtivo. Lula anunciou a autorização durante viagem oficial a Nova York e divulgou a novidade por meio de sua conta na rede social X.

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“Agradeci a autorização concedida ao Brasil para uso do excedente da cota uruguaia de exportação de carne bovina para a China”, escreveu o presidente na publicação.

A política de restrições da China começou a valer em janeiro, limitando as importações de cada país para proteger os produtores locais. Embora o Brasil tenha recebido a maior cota entre os exportadores, o volume excedente fica sujeito a uma tarifa de importação de 12% somada a uma sobretaxa de 55%.

O esgotamento rápido do limite brasileiro já impactou o desempenho do setor no exterior. Dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) mostram que os embarques de carne bovina caíram 27,1% em agosto, na comparação com o mesmo mês de 2025.

Para os próximos anos, o cronograma prevê ampliações graduais no limite oficial do Brasil, que passará para 1,128 milhão de toneladas em 2027 e alcançará 1,151 milhão em 2028, conforme as negociações comerciais vigentes.

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