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O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, quebrou o protocolo diplomático e foi pessoalmente ao aeroporto de Washington na quarta-feira (23) para receber o líder chinês, Xi Jinping. Acompanhado da primeira-dama, Melania Trump, o republicano deu início a uma visita de Estado de três dias que promete ser marcada por fortes tensões e poucos avanços práticos nas negociações bilaterais entre as duas maiores potências econômicas do planeta.

O gesto de cortesia de Trump chamou a atenção por contrastar com a postura recente de Pequim. Em maio deste ano, quando o presidente norte-americano desembarcou na China, Xi Jinping não compareceu ao aeroporto para recepcioná-lo. A recepção de gala em solo americano, com direito a tapete vermelho e execução dos hinos nacionais dos dois países, tenta suavizar um relacionamento diplomático historicamente complexo e espinhoso.

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Durante a cerimônia oficial na pista de pouso, um sobrevoo de jatos militares norte-americanos provocou uma cena inusitada. Trump esboçou visível desconforto com o barulho ensurdecedor das aeronaves, enquanto o presidente chinês manteve uma expressão neutra, apenas virando a cabeça para observar o céu de Washington. O episódio repete um padrão da defesa americana: em agosto de 2025, caças também cruzaram os céus no Alasca quando Trump se reuniu com o presidente russo, Vladimir Putin.

A agenda oficial de trabalho concentra-se nesta quinta-feira (24), com a realização da cúpula bilateral e um jantar de Estado na Casa Branca, que contará com a presença de lideranças empresariais de ambos os países. Os debates devem girar em torno de disputas comerciais e segurança internacional. No entanto, analistas apontam que o encontro serve mais como um palco para demonstrar força e alinhar discursos do que para fechar acordos de grande impacto.

O encerramento da visita de Xi Jinping aos Estados Unidos ocorrerá na sexta-feira (25). Antes de sua partida, o líder chinês e Donald Trump devem se reunir para um chá e realizar uma visita conjunta aos Arquivos Nacionais, em Washington. A expectativa de interlocutores é de que, apesar da pompa militar e diplomática inicial, as principais divergências estruturais entre Washington e Pequim continuem sem resolução imediata.

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