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Investidores aplicaram R$ 15 bilhões em títulos do Tesouro Direto em agosto, alcançando o maior volume mensal da série histórica do programa. O Tesouro Nacional divulgou os dados nesta sexta-feira (25), apontando que foram realizadas 1,32 milhão de operações no período, com um valor médio de R$ 11.366,43 por operação.
Esse resultado expressivo acontece em um cenário econômico marcado por juros ainda elevados no país. A taxa básica da economia, a Selic, está fixada em 13,75% ao ano, patamar que resultou do quinto corte consecutivo feito pelo Banco Central em 16 de setembro, mantendo a renda fixa atrativa para os aplicadores.
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Os títulos indexados pela Selic lideraram a preferência dos investidores em agosto, respondendo por 46,9% das vendas totais, o equivalente a R$ 7 bilhões. O Tesouro Selic isoladamente respondeu por 35,8% desse volume, enquanto o Tesouro Reserva representou 11,1%. Em paralelo, os títulos vinculados à inflação somaram R$ 5,5 bilhões em vendas, e os papéis prefixados movimentaram R$ 2,5 bilhões.
O perfil dos investidores mostra forte presença de aportes de menor valor, já que as aplicações de até R$ 1.000 representaram 55,7% de todas as operações do mês. No entanto, o estoque total do Tesouro Direto encerrou agosto praticamente estável em R$ 272 bilhões, registrando uma alta expressiva de 43% na comparação com o mesmo mês do ano passado.
Apesar do recorde de captação, os resgates e vencimentos somaram R$ 17,22 bilhões no período, gerando uma emissão líquida negativa de R$ 2,21 bilhões. Esse volume de saídas foi puxado principalmente pelos vencimentos de títulos do Tesouro IPCA+ 2026, enquanto a quantidade de investidores ativos no programa chegou a 3,83 milhões.
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