Espaço reservado para anúncio

Um dos suspeitos de integrar um suposto plano de ataque contra uma base aérea britânica utilizada por militares dos Estados Unidos fez uma ligação para a polícia pouco antes de ser preso. O episódio ocorreu nas proximidades da base da RAF em Fairford, no oeste da Inglaterra, local de onde bombardeiros B-1 americanos têm partido para missões contra o Irã.

A operação de segurança mobilizou as autoridades na madrugada de domingo, resultando na detenção de cinco homens sob suspeita de crimes com explosivos e terrorismo. A revelação de que um dos investigados acionou o número de emergência britânico, o 999, foi veiculada inicialmente pelo jornal The Times e confirmada posteriormente pela BBC e pelo Guardian.

Espaço reservado para anúncio

Segundo os veículos britânicos, a chamada foi feita quase uma hora antes de uma agricultora alertar as autoridades ao avistar um grupo de homens mascarados e três vans brancas. O Times apontou que a polícia já se encontrava na região quando recebeu o aviso da moradora, levantando dúvidas entre os investigadores sobre uma possível desistência do plano ou se a ligação integrava uma estratégia do grupo.

Durante as diligências, a polícia antiterrorismo revistou os veículos e confirmou que nenhum dispositivo explosivo improvisado foi encontrado, embora tenha recuperado uma quantidade de gasolina. Laurence Taylor, alto oficial da corporação, declarou que a resposta policial foi motivada por diversas informações recebidas, incluindo a denúncia pública sobre a movimentação suspeita.

Os cinco detidos, identificados como cidadãos britânicos com idades entre 23 e 25 anos e procedentes da região de Londres, acabaram liberados sob fiança na segunda-feira. A decisão gerou atritos diplomáticos após críticas públicas do presidente americano, Donald Trump, que declarou não ter tomado a mesma medida.

Em meio ao impasse, o secretário de Estado dos Estados Unidos, Marco Rubio, afirmou que a ação envolveu a participação de um agente estrangeiro, enquanto Trump sugeriu uma possível ligação com o Irã. O governo iraniano negou veementemente qualquer envolvimento, e as autoridades do Reino Unido seguem investigando o caso sem confirmar publicamente conexões externas.

Espaço reservado para anúncio