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Autoridades da Secretaria de Saúde de Frankfurt, na Alemanha, investigam a hipótese de que um mosquito portador de malária tenha chegado ao país após ficar preso em uma aeronave durante a decolagem. A teoria ganhou força após a confirmação de seis casos da doença nos arredores do aeroporto local, em uma região onde a transmissão não é comum entre humanos.

O surto foi detectado entre os meses de julho e setembro, resultando em três mortes confirmadas pelo órgão de saúde até o dia 17 de setembro. Entre os infectados, quatro trabalhavam diretamente na manipulação de bagagens que chegavam ao terminal aéreo, enquanto dois eram moradores do bairro de Shwanheim, situado nas proximidades.

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Diante do avanço dos casos, médicos da região receberam orientações rigorosas para investigar possíveis diagnósticos de malária em pacientes que apresentarem quadro de febre. Paralelamente, o órgão de saúde determinou a captura de insetos no complexo aeroportuário com o uso de armadilhas específicas, enviando os exemplares para um laboratório especializado na Bélgica.

Até o momento, a força-tarefa iniciada em julho não confirmou a presença do parasita Plasmodium falciparum nos mosquitos capturados, nem conseguiu precisar a origem do voo que teria transportado o vetor. A doença é considerada endêmica em regiões tropicais da África, Ásia, América do Sul e Central e Oceania, dependendo do calor para a sobrevivência do protozoário.

Historicamente, a presença da doença na Europa é rara, com registro de 145 casos de malária importada por avião desde 1969, sendo nove deles na Alemanha. Os sintomas incluem febre alta, calafrios, dores no corpo e náuseas, podendo evoluir para formas graves com risco de coma e morte.

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