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A gigantesca Starship, construída pela SpaceX de Elon Musk, se prepara para realizar nesta segunda-feira sua primeira tentativa de alcançar a órbita terrestre, em uma janela de 75 minutos com abertura marcada para as 9h15 no horário de Brasília. O lançamento ocorre a partir da base da empresa no sul do Texas, onde moradores já estão acostumados ao estrondo dos protótipos e onde quase metade dos 13 testes anteriores terminou em algum tipo de explosão acidental.
Se bem-sucedido, o voo marcará a transição do veículo da fase de testes para a operação plena, com efeitos considerados sísmicos para a indústria aeroespacial global. A missão tem como objetivo principal implantar o primeiro lote de uma nova geração de satélites Starlink atualizados, concebidos para expandir a capacidade de internet global da empresa e alimentar centros de dados orbitais voltados para inteligência artificial.
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Até o momento, nos 13 voos de teste realizados desde 2023, a SpaceX posicionou intencionalmente a espaçonave em uma trajetória suborbital passivamente segura. Isso garantia que, em caso de perda de controle, a nave reentraria na atmosfera e cairia em um local predeterminado, mas a tentativa de alcançar a órbita exigirá velocidades extremas e colocará o veículo em queda livre ao redor do planeta sem essa mesma rede de segurança.
Especialistas alertam para os riscos inerentes à operação em caso de falhas mecânicas. Segundo Joseph Gonzalez, professor associado de engenharia aeroespacial na Universidade de Illinois, problemas nos propulsores ou o congelamento de tubos de alimentação podem transformar o foguete em um objeto inativo em órbita, gerando riscos de colisão com satélites ativos ou estações espaciais.
Para mitigar perigos, a SpaceX implementou ajustes de hardware e software no propulsor Super Heavy, após falhas na ignição dos motores registradas durante o teste de julho no Golfo do México. Embora o foguete não retorne à terra firme nesta segunda-feira, a empresa planeja um pouso de treinamento sobre o oceano para aprimorar as manobras de recuperação em futuras torres de lançamento.
Além dos desafios técnicos, a operação traz preocupações de segurança pública debatidas recentemente pelo próprio Elon Musk. Durante a All-In Summit, o CEO afirmou que a principal preocupação é evitar que a espaçonave se despedace sobre áreas habitadas, recordando que incidentes anteriores em 2025 espalharam destroços em regiões povoadas nas Ilhas Turcas e Caicos e nas Bahamas.
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