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Pesquisadores revelaram através de um estudo recente que o Sol tem a capacidade física de produzir a cada 100 anos uma megaexplosão capaz de causar ejeção de massa coronal com força para atingir o planeta Terra. Erupções solares costumam acontecer em regiões onde os campos magnéticos da estrela ficam altamente distorcidos, liberando uma enorme quantidade de energia quando se quebram e voltam a se conectar.

Essas áreas de erupção são chamadas de regiões ativas e geralmente aparecem associadas a manchas solares. Com base em dados do Solar Dynamics Observatory, da Nasa, coletados entre 2010 e 2016, o estudo publicado na revista Philosophical Transactions A constatou que quanto maior a região reativa, maior pode ser a área das fitas de erupção e a energia liberada.

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Um exemplo marcante analisado pelos cientistas é a Grande Mancha Solar de 1947, que registrou dimensão superior a 10³⁴ erg, alcançando o patamar de uma supererupção. No entanto, o fenômeno esperado não se concretizou, apesar de o astro possuir toda a capacidade energética necessária para tal evento.

Os cálculos dos pesquisadores indicam que, se uma explosão dessa magnitude ocorresse orientada diretamente para a Terra, redes elétricas em grandes regiões do planeta poderiam sofrer danos severos com meses de reparo. O estudo conduzido pelo Max Planck Institute for Solar System Research aponta que a estrela é teoricamente capaz de criar regiões com potencial equivalente ao de outras semelhantes a ela.

Casos históricos de grande impacto já registraram episódios parecidos, a exemplo do Evento de Carrington em 1859, quando auroras boreais intensas permitiram leitura noturna sem luz artificial, embora tenham provocado incêndios em postes e estações telegráficas. A nova pesquisa reforça que, embora o potencial exista, a ocorrência dessas erupções em ciclos exatos ainda permanece sob investigação.

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