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O início imediato das manobras de ressuscitação e a aplicação rápida do desfibrilador são fatores determinantes para salvar vidas em casos de parada cardiorrespiratória. A constatação foi destacada durante o programa CNN Sinais Vitais, comandado pelo cardiologista Roberto Kalil, que reuniu especialistas para debater a importância do atendimento precoce.

A atuação de pessoas presentes no local, mesmo sem formação médica, faz toda a diferença para o desfecho do paciente. No entanto, Camila Lunardi, médica emergencista e presidente da Abramede, esclareceu que o principal risco associado à intervenção de leigos está na possibilidade de iniciar a massagem em alguém que não esteja realmente em parada cardíaca.

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“Quando a gente está falando que o paciente já está em parada cardíaca, ele já está na pior situação que ele pode estar. Literalmente, ele está morto”, afirmou Lunardi. Diante disso, a especialista reforçou que a massagem cardíaca funciona como uma substituição artificial dos batimentos e deve ser realizada o mais rapidamente possível.

Outro ponto central levantado pelos médicos é a importância do desfibrilador automático externo. Lunardi destacou que locais como o metrô apresentam altas taxas de recuperação justamente pela agilidade na chegada do equipamento ao local da ocorrência, lembrando que o uso do aparelho é obrigatório por lei em grandes centros com intensa circulação de pessoas.

Sérgio Timerman, cardiologista do InCor, detalhou que o tempo ideal entre a parada cardíaca e a aplicação do primeiro choque é de menos de três minutos. Ele citou o exemplo de cassinos em Las Vegas, onde a taxa de sobrevivência chega a 70,6% devido à aplicação do choque em menos de um minuto, reforçando que “o tempo é cérebro, o tempo é vida”.

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