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As principais confederações do setor produtivo brasileiro manifestaram oposição frontal à votação da Proposta de Emenda à Constituição que prevê o fim da escala 6x1 no país. A posição conjunta foi divulgada na noite de terça-feira por entidades que representam a indústria, o comércio e os serviços.

A proposta em questão é a PEC 221/2019, que atualmente tramita no plenário do Senado Federal. O texto original da matéria estabelece a redução da jornada semanal de trabalho de 44 para 40 horas, além da implementação obrigatória de dois descansos remunerados por semana para os trabalhadores.

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O manifesto foi assinado por seis importantes instituições nacionais: a Confederação Nacional da Industria (CNI), a Confederação Nacional do Transporte (CNT), a Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), a Confederação Nacional das Empresas de Seguros (CNseg) e a Organização das Cooperativas do Brasil (OCB).

No documento enviado à imprensa, as entidades argumentam que é inoportuno avançar com a votação em pleno período eleitoral, marcado pela polarização do segundo turno das eleições presidenciais. Segundo o bloco empresarial, o tema é complexo e exige um debate aprofundado que considere os reflexos sobre investimentos e empregos formais.

“O tema precisa ser debatido com tempo e cuidado, pois decisões dessa dimensão precisam levar em conta seus efeitos sobre a economia, os investimentos e a criação de empregos formais”, destacam as instituições no manifesto público divulgado aos jornalistas.

As confederações também sustentam que a mudança na jornada trará impactos diretos sobre setores estratégicos como a saúde, o transporte e o cooperativismo, gerando custos adicionais de produção que podem pressionar a inflação e frear novas contratações formais no mercado de trabalho.

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