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A Secretaria de Comunicação da Presidência da República negou categoricamente nesta quinta-feira que o assessor Swedenberger Barbosa e a secretária pessoal Cláudia Troiano tenham recebido presentes ou vantagens indevidas da lobista Roberta Luchsinger. A manifestação do Palácio do Planalto ocorre após a divulgação de mensagens que apontam o suposto envio de joias, relógios de grife, ingressos para shows e uma obra de arte aos servidores ligados ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
As informações detalhadas sobre as negociações vieram à tona por meio de reportagem publicada pelo jornalista Andre Shalders, do portal Metrópoles. De acordo com o material investigativo, Luchsinger teria presenteado Swedenberger Barbosa, então secretário-executivo do Ministério da Saúde, com um relógio Cartier Tank de ouro avaliado em R$ 66.000, além de um quadro do pintor Antonio Veronese e ingressos para apresentações culturais.
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Além dos itens de luxo, as conversas indicam que a lobista também organizou e custeou a festa de aniversário de 67 anos de Barbosa em novembro de 2024, realizada no camarote de um estádio em Brasília durante um show dos artistas Caetano Veloso e Maria Bethânia. A estrutura pertence a uma empresa que mantém contratos milionários com o governo federal, segundo os registros revelados pela imprensa.
Na nota oficial enviada ao Poder360, os servidores negaram qualquer envolvimento ou favorecimento. Swedenberger Barbosa argumentou que nenhuma das propostas comerciais apresentadas pela empresária avançou durante sua gestão na pasta da Saúde, destacando a ausência de viabilidade técnica e jurídica e a inexistência de contratos firmados.
A secretária pessoal Cláudia Troiano, conhecida como Claudinha no círculo mais próximo do presidente Lula, também foi citada nas trocas de mensagens com a lobista e com uma ourives. Os registros apontam o envio de roupas, peças de joalheria e até mesmo a hospedagem de Luchsinger em um apartamento em São Paulo, mas a defesa institucional reiterou que a atuação de ambos segue estritamente as normas da administração pública.
Procurados pela reportagem original, a defesa de Roberta Luchsinger e o ex-chefe de gabinete Marco Aurélio Santana Ribeiro não responderam aos questionamentos até o fechamento da matéria. Enquanto isso, a empresa citada nos repasses de camarotes declarou que todos os seus contratos com o governo foram firmados em rigoroso cumprimento das leis e submetidos a auditorias dos órgãos de controle.
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