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Um astronauta da Nasa a bordo da Estação Espacial Internacional fotografou o maciço de anortosito de Saririaky, uma rocha ígnea anortosita extremamente comum na superfície da Lua. O registro, no entanto, foi feito na superfície da Terra, capturando a formação geológica localizada em Madagascar.

Os cientistas acreditam que esse tipo de anortosito tenha se formado no planeta Terra no final do período pré-Cambriano, há pelo menos 600 milhões de anos. A formação ocorre a partir do magma que esfria lentamente abaixo da superfície, sendo composta essencialmente por cristais minerais.

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Atualmente, o afloramento rochoso cobre uma área de cerca de 100 quilômetros quadrados. De acordo com os pesquisadores, o maciço está posicionado dentro de uma zona de cisalhamento dúctil, onde altas pressões e temperaturas extremas transformam a rocha.

Geólogos explicam que essa deformação terrestre pode ter ocorrido quando massas continentais como África, Índia, Madagascar, Antártica e Austrália colidiram no passado para formar o supercontinente Gondwana. Outros cientistas também identificaram estruturas semelhantes em regiões próximas.

A Nasa destaca que essas rochas terrestres são vitais para pesquisas sobre o passado lunar, já que as anortositas da Lua ultrapassam 4 bilhões de anos. Como o material trazido pelas missões Apollo é escasso, geólogos buscam equivalentes terrestres, como os encontrados nas Montanhas Beartooth, em Montana.

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