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A Raízen convocou para esta quarta-feira (30) uma Assembleia Geral Extraordinária para deliberar sobre a redução de seu capital social em um valor de até R$ 35 bilhões. A operação faz parte das mudanças estratégicas previstas no plano de recuperação extrajudicial da companhia, que busca reorganizar suas finanças em meio a um cenário desafiador de mercado.
Como parte da manobra financeira, a proposta prevê a entrega aos acionistas de valores mobiliários emitidos pela Raízen Energia, mantendo a mesma espécie, classe e proporção de suas participações originais na empresa. Contudo, essa redução expressiva está condicionada ao cumprimento de uma série de etapas jurídicas e operacionais estipuladas no próprio plano de recuperação.
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Além do corte no capital, os acionistas votam a ampliação do limite do capital autorizado para até 200 bilhões de ações, sem a necessidade de uma nova reforma estatutária no curto prazo. Segundo o edital divulgado pela empresa, essa flexibilização é indispensável para viabilizar o aumento de capital que foi homologado pela Justiça de São Paulo em junho deste ano.
A pauta da assembleia também inclui a destituição dos atuais membros do Conselho de Administração e a eleição de um novo colegiado, composto por sete titulares e sete suplentes. Paralelamente, os acionistas preferencialistas debatem a criação de ações preferenciais da Classe B e a implementação de um programa unificado de units.
Todas essas modificações estruturais estão estritamente atreladas à implementação bem-sucedida do plano de recuperação extrajudicial. Caso a capitalização prevista não seja homologada pela Justiça, as mudanças perderão automaticamente a eficácia, mantendo a incerteza sobre os próximos passos da companhia.
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