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Cerca de 20.000 pessoas protestaram no sábado no centro de Madri, capital da Espanha, contra a gestão do governo espanhol na crise migratória de Ceuta. Manifestantes exigiram eleições gerais antecipadas e responsabilizaram o primeiro-ministro Pedro Sánchez por falhas na proteção das fronteiras do país, além de classificarem a resposta oficial como uma traição.
A manifestação foi organizada pela plataforma Sociedade Civil Espanhola, ligada à direita, e contou com o apoio formal de partidos como o Partido Popular e o Vox. Os grupos envolvidos defendem medidas consideravelmente mais rígidas de controle da imigração e criticam duramente os rumos da política externa e de segurança do atual governo socialista.
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O ato público é uma consequência direta da chegada de mais de 70.000 migrantes vindos do Marrocos a Ceuta, enclave espanhol localizado no norte da África, durante os dias 30 e 31 de julho de 2026. Embora a maioria tenha retornado ao Marrocos horas depois, milhares permaneceram na cidade por semanas, ocupando as ruas e sobrecarregando os recursos locais.
A delegação do governo em Madri, que é comandada pelo Partido Popular, estimou a participação em 20 mil pessoas nas ruas da capital, onde os manifestantes percorreram avenidas agitando bandeiras da Espanha e entoando palavras de ordem contra a administração de Sánchez.
Desde o início da crise, a gestão do Psoe adotou medidas como a ampliação dos centros de acolhimento temporário, o envio de efetivos da polícia e de militares para o território autônomo, e o aumento do financiamento para a cidade. No entanto, grupos locais e partidos de oposição sustentam que tais ações continuam insuficientes diante da magnitude do problema.
Pelo calendário político espanhol atual, as próximas eleições gerais devem ser realizadas até agosto de 2027, embora o cronograma exato ainda não tenha sido fixado. Com a pressão das ruas crescendo e o desgaste acumulado pela crise humanitária em Ceuta, a oposição intensifica a articulação para encurtar o mandato do primeiro-ministro.
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