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O presidente do Irã, Masoud Pezeshkian, subiu à tribuna da 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas nesta quarta-feira (23) para desferir duras críticas contra os Estados Unidos e Israel, classificando ambos os governos como responsáveis por ações terroristas internacionais. A fala incisiva ocorreu em resposta direta ao pronunciamento do presidente norte-americano, Donald Trump, realizado no dia anterior, no qual o republicano ameaçou aniquilar o território iraniano caso um acordo não seja alcançado entre as nações.
A comitiva dos Estados Unidos levantou-se e abandonou o plenário logo nos primeiros minutos do discurso iraniano, seguindo o protocolo diplomático tradicional de boicote a rivais. O confronto verbal evidencia o aprofundamento da crise militar e diplomática entre Teerã e Washington, iniciada oficialmente em fevereiro de 2026, com desdobramentos graves na segurança e na estabilidade geopolítica do Oriente Médio.
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Durante sua intervenção na ONU, Pezeshkian exibiu imagens e um pôster do ex-líder supremo Ali Khamenei, morto no primeiro dia da ofensiva norte-americana em 28 de fevereiro de 2026. O mandatário iraniano também apresentou fotografias de crianças em escolas e locais públicos atingidos por bombardeios, citando especificamente um ataque com armas de múltiplas ogivas desferido contra um ginásio na cidade de Lome enquanto menores brincavam.
“Eles nos acusam de terrorismo, mas eles são responsáveis por ações terroristas, alvejando civis e rompendo leis internacionais”, declarou o presidente iraniano perante os delegados internacionais. Segundo ele, o Irã apenas reagiu a investidas militares externas e jamais colocou civis como alvo deliberado de suas operações defensivas.
O chefe de Estado do Irã também mirou a atuação de Israel na Faixa de Gaza, sustentando que a comunidade internacional opera com um duplo padrão inaceitável. Na avaliação de Pezeshkian, o arsenal atômico israelense é ignorado por inspetores internacionais enquanto o programa nuclear iraniano sofre sanções severas, e ressaltou que uma paz duradoura na região permanece impossível sem justiça para a Palestina.
Apesar do tom bélico das declarações e da confirmação de que o país não abrirá mão de sua tecnologia nuclear pacífica para fins de saúde, agricultura e energia, Pezeshkian sinalizou abertura para o diálogo diplomático. Ele concluiu afirmando que Teerã está pronto para negociar e buscar soluções pacíficas, desde que a contraparte abandone a retórica de ameaças e a imposição da força militar.
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