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O prefeito de Nova York, Zohran Mamdani, afirmou em entrevista à CNN que expôs seus pontos de vista diretamente ao presidente americano, Donald Trump, defendendo publicamente a extinção do ICE, o Serviço de Imigração e Alfândega dos Estados Unidos. Segundo o político, apesar das profundas divergências políticas, o amor compartilhado pela metrópole funciona como uma ponte para o diálogo entre ambos.

Mamdani completará 35 anos em 18 de outubro e possui origem ugandense, tendo crescido na África do Sul antes de sua família se estabelecer em Nova York. Antes de assumir a prefeitura, ele atuou como deputado estadual e construiu uma base de apoio popular que inclui ferramentas digitais de comunicação direta, como o canal de WhatsApp “El Chisme Oficial de NYC”, voltado para a comunidade latina da cidade.

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Desde que Trump assumiu seu segundo mandato em janeiro de 2025, o endurecimento das regras de imigração tornou-se prioridade na administração federal, resultando em grandes operações e deportações em massa que geraram forte temor entre imigrantes e críticas severas de entidades de direitos humanos. Autoridades federais, por sua vez, defendem que a atuação do ICE busca apenas fazer cumprir a lei vigente no país.

Diante desse cenário e a apenas um mês das eleições de meio de mandato, Mamdani relatou que não poupou críticas à agência durante seus encontros com o presidente na Casa Branca. Ele classificou as ações do órgão como cruéis e afirmou que a presença da polícia migratória na verdade diminui a sensação de segurança dos cidadãos nova-iorquinos.

O prefeito destacou que, em uma das reuniões recentes, chegou a apresentar casos concretos de moradores detidos de forma injusta pelo ICE. Conforme o relato, o próprio presidente demonstrou disposição para analisar a situação e ligou para ele cerca de 30 minutos após o término do encontro para anunciar a libertação de um dos indivíduos mencionados.

Além do debate migratório, Mamdani abordou sua visão sobre o socialismo, definindo-o como a busca pelo combate às desigualdades e pela garantia de condições dignas de vida para todos os trabalhadores. Com vistas às eleições gerais de 3 de novembro, ele também alertou que o Partido Democrata precisa ir além da simples oposição aos republicanos, apresentando uma visão clara de futuro para os eleitores.

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