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A situação financeira das famílias brasileiras continua no centro das preocupações e promete influenciar diretamente as próximas escolhas eleitorais no país. É o que aponta uma pesquisa realizada pela AtlasIntel em parceria com a Bloomberg, divulgada nesta quarta-feira (23), detalhando o impacto do custo de vida no cotidiano da população.
Para 44,2% dos entrevistados pelo levantamento, o encarecimento dos alimentos é o principal fator que compromete de forma negativa o orçamento doméstico. A analista de Economia Lucinda Pinto apontou que, embora haja um movimento de arrefecimento da inflação geral, o preço da comida ainda pesa de maneira considerável, atingindo com mais força as famílias de menor renda.
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Além da alimentação, o endividamento e a alta taxa de juros aparecem como a segunda maior fonte de pressão, sendo citada por 25% dos participantes — uma retração em relação aos 33,5% registrados em abril. Logo atrás, as contas básicas como luz, água e aluguel foram apontadas por 32,1% dos entrevistados como um dos principais ralos do orçamento familiar.
Apesar do cenário ainda desafiador, os dados revelam uma leve melhora em comparativo com o levantamento anterior. O percentual de brasileiros que relataram falta de dinheiro suficiente para fechar o mês caiu de 40,2% em abril para 34% na pesquisa mais recente, reflexo potencial da desaceleração inflacionária e de ajustes nos juros.
Contudo, o quadro geral de vulnerabilidade econômica permanece expressivo. Ao somar aqueles que terminaram o mês no vermelho com os que apenas conseguiram zerar as contas sem guardar nada, chega-se a 64% do total de entrevistados, evidenciando um cenário persistente de insegurança financeira e falta de perspectivas de mobilidade.
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