Espaço reservado para anúncio
O piloto suspeito de esfaquear outro profissional a bordo de um voo da Flydubai com destino a Tel Aviv, ocorrido na última quarta-feira (30), havia sido afastado de um emprego anterior na companhia aérea nacional de Omã devido a preocupações com suas visões extremistas. A informação foi confirmada por fontes a par do assunto.
O investigado foi identificado como Hamam al-Hammami, um cidadão omanense nascido nos Emirados Árabes Unidos. Autoridades israelenses e a mídia estatal saudita confirmaram a identidade do piloto, que passou por diversas empresas do setor aéreo nos últimos anos antes de integrar a tripulação da Flydubai.
Espaço reservado para anúncio
Um perfil em rede profissional indicava que al-Hammami trabalhou na Oman Air por sete anos até deixar o cargo em fevereiro de 2025, ingressando na Royal Air Maroc em junho do mesmo ano e saindo em janeiro de 2026. Uma fonte diplomática regional relatou que ele foi retirado do treinamento de voo na companhia omanense após alertas sobre sua radicalização.
Na quinta-feira (1º), o primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, afirmou publicamente que o indivíduo passou por um processo de doutrinação radical islâmica. O episódio desviou a rota da aeronave para a Arábia Saudita e acendeu alertas sobre falhas na verificação de antecedentes no setor aéreo.
Investigações conduzidas por múltiplos órgãos internacionais buscam entender como o piloto obteve permissão para atuar em uma rota sensível. O procurador-geral dos Emirados Árabes Unidos abriu uma investigação para apurar possíveis ligações com atividades terroristas e planejamento prévio.
Enquanto isso, autoridades de Israel participaram de interrogatórios com o agressor na Arábia Saudita, após acordo diplomático com os Emirados Árabes Unidos. A Flydubai declarou que não comentará o caso enquanto as investigações continuarem em andamento.
Espaço reservado para anúncio





