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A Polícia Federal e a Controladoria-Geral da União deflagraram nesta terça-feira (22) a Operação Linha do Tempo para desarticular um esquema de fraudes em licitações, corrupção e desvio de recursos públicos federais na Prefeitura de Santa Cruz Cabrália, na Bahia. Ao todo, a Justiça Federal determinou o cumprimento de 13 mandados de busca e apreensão, além do bloqueio e sequestro de mais de R$ 13 milhões em bens e valores dos investigados.

A ação conjunta mobiliza agentes federais em solo baiano e também no Rio Grande do Sul. Segundo os órgãos de controle, as investigações contam ainda com o apoio operacional das polícias Civil e Militar da Bahia para cumprir as ordens judiciais expedidas e recolher novas evidências sobre o caso.

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De acordo com a CGU, o inquérito revelou indícios claros de direcionamento em licitações, superfaturamento de contratos públicos, utilização de empresas de fachada para simular concorrência e pagamentos por produtos que jamais foram entregues integralmente à administração municipal.

Os recursos alvos da investigação eram oriundos de repasses federais destinados a ações emergenciais, à compra de mobiliário e equipamentos escolares, além da aquisição de playgrounds para atender à rede pública de ensino do município baiano.

A investigação principal teve início a partir de uma solicitação formal do Ministério Público, que foi complementada por denúncias anônimas recebidas pela CGU por meio da plataforma Fala.BR. O bloqueio superior a R$ 13 milhões determinado pela Justiça tem como objetivo principal assegurar o futuro ressarcimento aos cofres públicos caso as irregularidades sejam comprovadas ao longo do processo.

A Prefeitura de Santa Cruz Cabrália foi procurada por e-mail para se posicionar sobre as suspeitas levantadas pela operação, mas não houve resposta até a publicação desta reportagem, mantendo-se o espaço aberto para eventuais manifestações.

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