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A Polícia Federal encontrou um contrato assinado pelo deputado federal Cezinha de Madureira (PL-SP) para a compra futura de 4% de participação no Iter, instituto jurídico fundado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), André Mendonça. O documento foi apreendido durante uma operação de busca realizada contra o parlamentar e a advogada Valéria Linhares.
As buscas foram autorizadas pelo ministro Flávio Dino, também do STF, no âmbito de um inquérito que investiga a suspeita de comércio de influência junto a magistrados de tribunais superiores. A descoberta do papel insere um novo complicador na apuração sobre as relações do deputado com membros da cúpula do Judiciário.
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De acordo com o documento, a transação não transformou o deputado em sócio imediato do instituto fundado em 2023. O acordo estabelecia uma opção de compra futura estruturada para ser efetivada apenas quando Cezinha deixasse a carreira política, o que estava previsto para ocorrer em 2027, ao término de seu mandato na Câmara dos Deputados.
Para garantir o negócio, o congressista depositou R$ 19.353 diretamente para André Mendonça como caução, valor equivalente a 1% da cota da instituição. Os 3% restantes previstos no acerto seriam adquiridos posteriormente de outros sócios do Iter, conforme as regras estabelecidas no contrato temporário de opção de compra.
A assessoria de imprensa do ministro André Mendonça confirmou a existência do acordo à Folha de S.Paulo. A defesa do magistrado sustenta que o parlamentar estava expressamente impedido de integrar o quadro societário da entidade enquanto exercesse atividade política, justificando que a operação só ocorreria após a desvinculação total do deputado de cargos públicos.
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