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A Petrobras e a Pré-Sal Petróleo S.A. firmaram dois contratos vinculados para viabilizar a comercialização do gás natural pertencente à União produzido no pré-sal da Bacia de Santos. A operação foi celebrada em 10 de setembro e comunicada oficialmente pela estatal nesta segunda-feira.

O acordo foi estruturado por meio do modelo de agente comercializador e terá vigência entre 2027 e 2029. O arranjo envolve, de um lado, a compra pela Petrobras do gás não processado da União e, de outro, a venda de um volume fixo de gás processado pela estatal à PPSA.

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No primeiro contrato, avaliado em R$ 1,2 bilhão, a Petrobras comprará da PPSA o gás natural não processado na saída das plataformas localizadas nos campos de Tupi, Sapinhoá, Búzios, Sépia, Atapu e Itapu. A quantidade anual contratada poderá variar entre 584 milhões e 1,058 bilhão de metros cúbicos, com preço indexado à cotação do petróleo Brent.

Na outra ponta da negociação, a Petrobras venderá à PPSA gás natural processado na saída da Unidade de Tratamento de Gás de Itaboraí, no Rio de Janeiro. Esse segundo contrato tem valor estimado de R$ 1,7 bilhão e prevê a entrega de 1,1 milhão a 1,8 milhão de metros cúbicos por dia, com referência no índice norte-americano Henry Hub.

A Petrobras informou que os preços foram definidos com base em estudo elaborado pela área de Inteligência de Mercado e Energia, seguindo os padrões internos de precificação da companhia. Os dois contratos foram ofertados de forma conjunta, o que significa que o encerramento do contrato de compra do gás não processado resultará também no fim da venda do gás processado.

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