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O cantor Paul McCartney voltou a comentar sobre o começo de sua carreira com os Beatles e colocou um ponto final na relação conturbada com o antigo parceiro de banda John Lennon durante uma exibição do documentário “Man on the Run”, em Los Angeles.
Ao longo da coletiva relatada pela Variety, o músico britânico relembrou os desentendimentos públicos que teve com o ex-colega e afirmou acreditar que Lennon talvez esperasse mais dele na fase final do grupo.
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“Bem, não sei. Acho que talvez ele esperava algo diferente, e eu não estava fazendo isso. Eu só fazia coisas malucas”, declarou McCartney durante o evento na última terça-feira.
Embora tenha comentado sobre como as expectativas de John podem não ter sido atendidas durante o desfecho da banda e o início da carreira solo de cada membro, o cantor fez questão de destacar que sempre amará o artista.
O músico pontuou que conhecia Lennon desde os 15 anos e o admirava profundamente, apesar de reconhecer que o colega podia ser um completo idiota em algumas situações, mas que nada mudaria o seu carinho por ele.
McCartney também comentou sobre os ataques musicais que a dupla protagonizou nos primeiros álbuns solos e concordou que a faixa “Too Many People” teria sido o primeiro lançamento com indiretas entre eles.
O britânico ainda contextualizou a angústia de Lennon citando os traumas familiares do ex-colega, como o pai que abandonou a casa quando ele tinha três anos e a morte da mãe, Julia, a quem Lennon idolatrava.
Por fim, McCartney relembrou os atritos comerciais e a separação definitiva da banda no final de 1970, mencionando a presença de Yoko Ono e criticando a atuação de Allen Klein na gestão financeira do grupo.
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