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Ataques aéreos das Forças Armadas do Paquistão mataram ao menos três pessoas e deixaram quatro feridas na província de Kunar, no nordeste do Afeganistão, nesta segunda-feira (21). A ação militar reativa a escalada de violência e quebra um período de quase três meses de relativa calmaria na fronteira entre os dois países.
A ofensiva paquistanesa ocorre poucos dias após uma instalação policial no noroeste do Paquistão sofrer um atentado que deixou ao menos 16 mortos. Islamabad acusa abertamente o governo do Talibã em Cabul de abrigar grupos militantes que realizam incursões e ataques terroristas transfronteiriços a partir do solo afegão.
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Segundo relatos do vice-porta-voz do Talibã, Hamdullah Fitrat, publicados na rede social X, uma casa foi diretamente atingida na província de Kunar, resultando na morte de três integrantes da mesma família. Fitrat também informou que bombardeiros paquistaneses atacaram dois locais no distrito de Barmal, na província de Paktika, destruindo uma loja e uma residência desocupada, onde não foram registradas vítimas.
O governo afegão rejeita as acusações de Islamabad e sustenta que a militância armada é um problema doméstico do próprio Paquistão. As forças militares paquistanesas não responderam de imediato aos pedidos de comentário sobre as ações desta segunda-feira. O atrito atual insere-se em um histórico de confrontos que atingiu o auge em março, quando bombardeiros do Paquistão deixaram mais de 400 mortos em um ataque aéreo contra Cabul — ação que o Talibã afirmou ter atingido um centro de reabilitação, enquanto o governo paquistanês alegou ter mirado infraestrutura terrorista.
O confronto expõe a profunda assimetria de poder bélico entre os vizinhos. Dados do Instituto Internacional de Estudos Estratégicos (IISS), de Londres, apontam que o Paquistão dispõe de uma robusta Força Aérea com 422 caças de combate e mais de 260 helicópteros. Já o Afeganistão opera sem caças bombardeiros, contando apenas com drones, seis aeronaves e 23 helicópteros para responder às investidas paquistanesas.
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