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O papa Leão XIV pediu nesta sexta-feira (25) que a comunidade internacional rejeite a indiferença diante do flagelo da guerra e intensifique os alertas contra a proliferação de armas nucleares. A declaração foi feita durante sua viagem oficial à França, em um discurso direcionado ao presidente Emmanuel Macron e a outras lideranças políticas do país europeu.
O pontífice enfatizou diretamente que a sociedade não deve naturalizar conflitos armados pelo mundo. “Peço a vocês que nunca se resignem à perspectiva da guerra ou a considerem inevitável”, afirmou o líder da Igreja Católica durante o encontro oficial em solo francês.
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A agenda do papa na França também aborda temas complexos e sensíveis, incluindo o pedido de desculpas por abusos cometidos pelo clero, debates sobre a regulamentação da inteligência artificial e o futuro geopolítico do continente europeu. Durante o voo que o levou ao território francês, o pontífice se definiu perante jornalistas como um peregrino da paz.
Na pauta internacional, Leão XIV reiterou a oposição histórica da instituição católica ao armamento atômico e criticou a crença de que o arsenal nuclear garante proteção. Segundo o papa, essa mentalidade equivocada alimenta uma nova e perigosa corrida armamentista que se mostra cada vez mais difícil de controlar.
Em resposta aos desafios globais e às tensões decorrentes do conflito entre Rússia e Ucrânia, o presidente Emmanuel Macron já havia sinalizado a intenção de fortalecer a capacidade de dissuasão militar francesa. Enquanto isso, o papado de Leão XIV, que completou 16 meses de duração, continua marcado por fortes posicionamentos diplomáticos em defesa do multilateralismo e da paz.
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