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A intensificação dos combates no Iêmen já obrigou mais de 130 mil pessoas a deixarem suas casas apenas neste mês, gerando um alerta severo da agência da ONU para refugiados, a ACNUR. O avanço rápido dos combates ameaça provocar deslocamentos em massa ainda maiores nas próximas semanas, segundo dados divulgados nesta terça-feira.
O porta-voz da ACNUR, Babar Baloch, afirmou em Genebra que as projeções indicam que mais 100 mil pessoas poderão ser forçadas a fugir nos próximos três meses. A volatilidade do cenário afeta tanto a população interna quanto países vizinhos, com previsões de fluxo em direção ao Djibuti e à Somália.
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O conflito ganhou nova intensidade com o avanço de combatentes Houthis, apoiados pelo Irã, contra as forças de um governo respaldado pela Arábia Saudita. Os confrontos recentes na costa do Mar Vermelho expandiram o conflito regional para novos territórios, resultando em intensa destruição e fuga generalizada.
A maioria dos deslocados permanece dentro do próprio território iemenita, mas a fuga por vias marítimas também cresce. Mais de 3 mil pessoas já cruzaram o Mar Vermelho em direção à África em embarcações precárias, número que pode saltar para 10 mil no próximo mês com a chegada de condições de mar mais calmo.
Diante da nova emergência, a ACNUR informou que o plano de resposta humanitária para o Iêmen contava com menos de 20% de financiamento antes da escalada da violência. A disparada nas necessidades urgentes pressiona organizações internacionais por recursos adicionais para conter a crise.
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