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O novo Congresso Nacional mantém o padrão observado nas últimas legislaturas, sendo formado majoritariamente por homens brancos e com ensino superior completo. O levantamento da CNN Brasil aponta que 72,9% dos deputados e senadores que assumem os cargos em 1º de fevereiro de 2027 se autodeclaram brancos, enquanto 20,7% se dizem pardos e 5,7% pretos, além de três indígenas e um amarelo.

Esses números contrastam diretamente com a realidade demográfica mapeada pelo Censo de 2022 do IBGE. Segundo o instituto, a população brasileira é composta por 45,3% de pardos e 43,5% de brancos, com pretos somando 10,2%, o que evidencia um parlamento muito menos diverso do que a sociedade que o elegeu.

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No recorte de gênero, a desigualdade também se destaca, já que 78,75% dos eleitos são homens e apenas 21,25% são mulheres. A população do país, por sua vez, tem maioria feminina, contabilizando 104,5 milhões de mulheres contra 98,5 milhões de homens.

O grau de instrução dos congressistas segue na contramão da média nacional, com 82,07% possuindo diploma de graduação. Em contraste, dados indicam que apenas uma parcela minoritária da população brasileira atinge esse mesmo nível de escolaridade.

O parlamento terá uma média de idade de 49,9 anos na posse, contando com figuras como Magda Mofatto e Luiz Carlos Busato, ambos com 78 anos, como os mais velhos. Na outra ponta, Álvaro Lins Pereira de Lira, conhecido como Alvinho Lira e filho de Arthur Lira, será o mais jovem da história da Câmara, com 21 anos.

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