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O crescimento da participação de partidos conservadores no Congresso Nacional e nos governos estaduais nas eleições de 2026 reflete uma resposta direta do eleitorado a pautas do cotidiano. A avaliação foi apontada pelo economista e doutor em ciência política Jeferson Ramos dos Santos, professor da Universidade de Brasília (UnB), ao analisar o impacto das urnas na futura configuração legislativa.
Segundo o especialista, as campanhas priorizaram temas como segurança pública, custo de vida, valores e família, consolidando essas pautas nas regiões onde foram eleitos senadores, deputados federais e estaduais e governadores. Os temas foram considerados bastante relevantes pelo eleitorado, embora não tenham sido abordados de forma adequada pelo governo federal.
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Apesar da crise recente envolvendo o Supremo Tribunal Federal (STF) ter repercutido na mídia, o professor aponta que o tema pesou menos na hora do voto porque o STF não vai às urnas. No entanto, o tribunal deve continuar na mira das discussões legislativas no Senado, com a nova maioria conservadora articulando possíveis alterações no desenho institucional da Corte, incluindo limites para o mandato dos ministros.
No âmbito econômico e trabalhista, a discussão sobre o fim da escala 6x1 tem votação prevista para esta semana no Senado Federal, conforme confirmado pelo presidente da Casa, senador Davi Alcolumbre (União Brasil-AP). Contudo, a mudança expressiva na composição parlamentar pode alterar o ritmo das votações, já que períodos de incerteza costumam gerar postergações até que as lideranças e blocos se posicionem.
Enquanto o Congresso se prepara para a nova legislatura, a disputa pela Presidência da República entre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) e Luiz Inácio Lula da Silva (PT-SP) segue para o segundo turno. Dados do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) apontam que os candidatos registraram a menor diferença da história em um primeiro turno, separados por cerca de 2,22 milhões de votos, o equivalente a 1,87 ponto percentual.
O especialista destaca que o cenário permanece aberto para o pleito marcado para 25 de outubro, impulsionado também por uma abstenção recorde. O resultado final dessa disputa presidencial terá peso direto na agenda que tomará forma a partir de 1º de fevereiro de 2027, definindo se o Congresso caminhará para pautas estritamente focadas em valores e segurança ou se haverá um reequilíbrio nas prioridades legislativas.
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