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O Ministério Público do Trabalho já contabiliza 223 denúncias de assédio eleitoral em 2026, com os registros disparando logo no primeiro mês de campanha. A prática ilegal ocorre quando o trabalhador sofre constrangimento, pressão, influência ou punição em razão de suas escolhas políticas.

O assédio pode partir diretamente dos chefes, mas também surge entre colegas de trabalho de forma explícita ou velada. A situação ganha contornos graves quando envolve ameaças reais de demissão, fechamento de empresas ou cortes salariais atrelados à vitória ou derrota de determinados candidatos.

Além das ameaças de perda de emprego, o cerco aos funcionários assume outras formas comuns mapeadas pela Justiça. Entre elas estão a promessa de vantagens em troca de apoio político, a transformação de reuniões de trabalho em comícios partidários e a exigência de que empregados compartilhem conteúdos de campanha em grupos de mensagens e redes sociais.

A série especial sobre as Eleições 2026 do portal g1 destaca que o assédio eleitoral configura crime previsto no Código Eleitoral e caracteriza grave abuso de poder econômico. O Ministério Público Federal reforça que os trabalhadores que enfrentarem esse tipo de pressão devem formalizar denúncias diretamente nos canais do Ministério Público do Trabalho, tendo inclusive a garantia de solicitar sigilo total de seus dados pessoais.

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