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O diretório paulista do Agir confirmou apoio à reeleição do governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), após a retirada da candidatura da Policial Edjane ao Palácio dos Bandeirantes. A saída da única concorrente de direita fora do arco de alianças do atual governador amplia as chances de uma vitória ainda no primeiro turno.

Para que o cenário de primeiro turno se concretize, os votos válidos em Tarcísio precisarão superar a soma dos demais concorrentes, desconsiderando brancos, nulos e indecisos. Nas pesquisas Datafolha e Quaest mais recentes, o governador já apareceu em patamar superior à soma dos adversários, impulsionado por uma sólida coligação de dez partidos que detém 65% da Câmara dos Federal e o dobro do tempo de rádio e TV de Fernando Haddad (PT).

A ruptura que levou à queda da chapa envolveu um forte embate interno. O Agir desistiu da corrida eleitoral de Policial Edjane sob a justificativa de não ter recebido repasses do Fundo Especial de Financiamento de Campanha do diretório nacional. Sem verba, a candidata a vice, Professora Nayr Duarte, protocolou renúncia no Tribunal Regional Eleitoral (TRE).

O TRE indeferiu a chapa na última sexta-feira (18), apontando documentação insuficiente para comprovar a desincompatibilização de Edjane da Polícia Militar e a apresentação de certidão criminal regular. O diretório estadual do Agir descartou recorrer da decisão ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE).

A ex-candidata reagiu às acusações e afirmou que a desistência ocorreu sem o seu consentimento. “Posso afirmar que me mantive firme em minha decisão. Não renunciei. Eu tenho princípios e valores”, declarou em nota.

Em contrapartida, o diretório do Agir-SP disparou duras críticas e acusou Edjane de estelionato por continuar pedindo doações em redes sociais mesmo com o indeferimento da chapa. A ex-candidata ainda não revelou se apoiará outro concorrente na disputa pelo governo estadual.

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