Espaço reservado para anúncio
O jornalista e escritor Zuenir Ventura morreu aos 95 anos. A confirmação do falecimento foi repassada à CNN Brasil pela Academia Brasileira de Letras, instituição da qual ele era o sétimo ocupante da Cadeira n.º 32, para a qual foi eleito em 30 de outubro de 2014 na sucessão de Ariano Suassuna.
Bacharel e licenciado em Letras Neolatinas, Zuenir marcou época em diversas redações do país ao longo de décadas de carreira. Em 2010, a Organização das Nações Unidas o apontou como um dos cinco jornalistas que mais contribuíram para a defesa dos direitos humanos no Brasil nos últimos anos.
Espaço reservado para anúncio
Sua trajetória na imprensa começou em 1956, atuando inicialmente como arquivista antes de passar por veículos expressivos como Correio da Manhã, Fatos & Fotos, O Cruzeiro e Visão. Nos anos 1960, ele obteve bolsa de estudos para o Centro de Formação dos Jornalistas de Paris, consolidando sua formação profissional.
Entre suas obras mais célebres destaca-se o livro “1968 - o ano que não terminou”, lançado em 1988, que ultrapassou a marca de 400 mil exemplares vendidos em dezenas de edições. A publicação serviu de inspiração para a minissérie televisiva “Os anos rebeldes”, exibida pela TV Globo.
Reconhecido por sua precisão e sensibilidade na cobertura de grandes temas nacionais, Ventura recebeu o Prêmio Esso de Jornalismo e o Prêmio Vladimir Herzog pela série de reportagens “O Acre de Chico Mendes”, publicada no Jornal do Brasil em 1989.
Na literatura e no jornalismo-reportagem, ele também publicou títulos de grande repercussão como “Cidade partida”, obra sobre a violência no Rio de Janeiro que lhe rendeu o Prêmio Jabuti. Ao longo de sua vida, foi casado por mais de seis décadas com Mary Ventura, com quem teve os filhos Elisa e Mauro.
Espaço reservado para anúncio





