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O presidente de Moçambique, Daniel Chapo, defendeu nesta segunda-feira (21) uma transição energética justa e inclusiva que permita aos países em desenvolvimento explorar seus recursos naturais para ampliar o acesso à energia e estimular a industrialização.

A declaração foi dada na abertura da ROG.e 2026, evento de energia realizado no Rio de Janeiro pelo IBP (Instituto Brasileiro de Petróleo, Gás e Biocombustíveis). A cerimônia de abertura também contou com a participação da presidente da Petrobras, Magda Chambriard.

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Durante o evento, Chapo criticou exigências de descarbonização que restrinjam o desenvolvimento em nações pobres. “Não haverá transição energética totalmente justa se houver energia limpa pra uns e pobreza energética para outros”, afirmou o mandatário moçambicano.

O presidente explicou que os países africanos precisam conciliar a redução das emissões com a expansão do acesso à eletricidade e a industrialização. Ele destacou que o petróleo e, principalmente, o gás natural podem fazer parte de uma transição pragmática enquanto essas economias se desenvolvem.

O chefe de Estado moçambicano também buscou estreitar laços com o setor energético brasileiro, citando a experiência do país em águas profundas, engenharia e logística offshore. Ele mencionou ainda o memorando de entendimento assinado em 2006 entre a Petrobras e a ENH (Empresa Nacional de Hidrocarbonetos de Moçambique), reiterando o interesse em atrair novas parcerias estrangeiras.

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