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A reforma constitucional para exigir que candidatos à Presidência do México renunciem a qualquer outra cidadania avança rapidamente para a aprovação final. A medida, apoiada pelo partido governista, enfrenta duras críticas de opositores que apontam uma tentativa de bloquear adversários políticos.
A presidente Claudia Sheinbaum defendeu publicamente a iniciativa durante sua entrevista coletiva diária. Segundo ela, a regra também se aplicará a governadores estaduais e ao prefeito da Cidade do México como uma salvaguarda essencial contra interferências estrangeiras.
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“Os presidentes do México só podem ter uma bandeira, uma pátria e um povo para defender”, declarou Sheinbaum ao justificar a proposta. O texto faz parte da ênfase do governo na defesa da soberania nacional diante da crescente pressão exercida pelos Estados Unidos.
As mudanças legislativas foram aprovadas nesta semana pela maioria das 32 legislaturas estaduais do México. O apoio maciço veio de parlamentares do partido Morena e de sua coalizão, após o projeto passar pelas duas Casas do Congresso Nacional.
Críticos da medida afirmam que o texto cria barreiras e dificulta a sucessão geracional dentro da própria base aliada. O bilionário mexicano Ricardo Salinas, considerado um forte crítico do governo, acusou a gestão de elaborar a regra especificamente para barrar sua candidatura em 2030.
Por outro lado, o embaixador mexicano nos Estados Unidos, Roberto Lazzeri, rejeitou a ideia de que a proposta seja um ataque à dupla nacionalidade. Para ele, quanto maior a responsabilidade pública de um cargo, maiores devem ser as obrigações constitucionais do indivíduo com o país.
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