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O aplicativo Muse, novo assistente de inteligência artificial desenvolvido pela Meta, já conquistou a marca de 2,5 milhões de downloads e lidera a App Store para iPhone desde o seu lançamento em 8 de setembro. A ferramenta foi projetada para lidar com tarefas complexas do cotidiano, como organizar mudanças residenciais, planejar viagens e agendar compromissos, funcionando por meio de um computador virtual na nuvem que navega pela internet em tempo real para executar comandos dados pelos usuários.

Durante testes práticos com a plataforma, o assistente demonstrou capacidade de estruturar listas detalhadas e interagir com aplicativos do Google, embora tenha apresentado limitações operacionais. Em certas ocasiões, a ferramenta sugeriu estabelecimentos comerciais fechados há anos para um encontro romântico e esbarrou em restrições de plataformas como a Amazon e redes varejistas que bloqueiam cliques automatizados ou exigem verificações profissionais.

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O avanço rápido dos agentes de inteligência artificial ocorre em um momento de desconfiança generalizada por parte dos consumidores em relação à tecnologia. Um relatório divulgado em junho pelo Pew Research Center aponta que cerca de dois terços dos adultos norte-americanos avaliam que a IA avança rápido demais, enquanto uma pesquisa do Gallup de julho indica que 41% da população demonstra pouca ou nenhuma confiança nas grandes empresas de tecnologia.

Especialistas em governança digital alertam que a utilidade dessas ferramentas depende diretamente da coleta massiva de dados privados. Miranda Bogen, diretora do Laboratório de Governança de IA do Centro para Democracia e Tecnologia, destacou que a exigência por medidas rigorosas de segurança precisa ser proporcional ao volume de informações sensíveis repassadas aos assistentes.

Diante das preocupações sobre o manuseio de dados pessoais e de pagamento, a Meta afirmou publicamente que o Muse opera em um ambiente isolado na nuvem, sem acesso direto às senhas dos usuários ou aos números de cartões de crédito. A empresa utiliza o serviço de carteira digital Link, da Stripe, para gerar cartões virtuais de uso único durante transações comerciais.

Apesar da forte adesão inicial no mercado de aplicativos, a concorrência no setor continua acirrada. Dados da empresa de pesquisa Emarketer apontam que o ChatGPT, da OpenAI, e o Gemini, do Google, mantêm a liderança isolada como os assistentes de IA mais utilizados globalmente, impondo barreiras para a consolidação definitiva da Meta nesse segmento.

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