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Oito militares da Marinha dos Estados Unidos tentaram suicídio durante um período de intensas operações de combate contra o Irã e missões prolongadas no mar. A revelação consta em uma carta oficial enviada pelo secretário interino da Marinha, Hung Cao, à senadora Kirsten Gillibrand, expondo os graves impactos na saúde mental da tripulação do grupo de ataque do porta-aviões USS Abraham Lincoln.

O número inédito abrange militares de vários navios que atuam em conjunto na operação, incluindo a tripulação do próprio porta-aviões, da ala aérea, do esquadrão de destróieres e de embarcações de escolta. Apesar da gravidade dos episódios, o secretário interino confirmou que nenhum militar morreu por suicídio durante todo o desdobramento da missão no Oriente Médio.

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A taxa registrada entre os marinheiros ficou em patamares semelhantes aos da média geral da Marinha na ativa em 2024, ano em que o Pentágono contabilizou 356 tentativas em um contingente de aproximadamente 337 mil militares. Contudo, oficiais ouvidos pela imprensa americana classificaram o índice no grupo de ataque como alarmante, lembrando que desdobramentos tradicionais costumam registrar apenas um ou dois casos anuais.

As pressões extremas do conflito forçaram o navio a permanecer mais de seis meses longe de portos aliados, impedindo as paradas habituais para descanso, lazer e reabastecimento de suprimentos básicos. Relatos de tripulantes apontam que o moral da tropa despencou devido a jornadas exaustivas, alertas constantes e problemas estruturais a bordo, como banheiros fechados e escassez de água quente.

Diante da repercussão dos dados, a senadora Kirsten Gillibrand criticou duramente a gestão federal e cobrou responsabilidade das autoridades militares pelas condições degradantes enfrentadas pelas tropas. “Nossas tropas e suas famílias fazem imensos sacrifícios todos os dias, mas o presidente as dispensou com desrespeito aberto”, afirmou a parlamentar democrata em declaração oficial.

A Marinha dos Estados Unidos, por sua vez, defendeu a atuação de sua equipe médica e religiosa, afirmando que o navio foi equipado com cinco capelães, psicólogos, assistentes sociais e profissionais de saúde comportamental para prestar suporte contínuo. Enquanto o USS Abraham Lincoln conclui seu retorno ao porto de origem em San Diego, o debate sobre o desgaste psicológico das tropas ativadas em zonas de guerra ganha força em Washington.

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