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O pastor Silas Malafaia, líder da Assembleia de Deus Vitória em Cristo, respondeu com duras críticas ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva nesta sexta-feira (25). A reação ocorreu um dia depois de o chefe do Executivo disparar contra a Igreja Batista da Lagoinha e o pastor André Valadão, chamando o líder religioso de “bandido contumaz” e afirmando que ele tem “cara de 171”. Malafaia exigiu que o presidente respeite a instituição e use termos mais adequados ao cargo que ocupa.
“Tocou na igreja, me chamou para a briga. Quando Lula debocha e ataca uma igreja evangélica, ele ataca todas”, declarou o pastor em vídeo divulgado em suas redes sociais. Apesar de reconhecer divergências pessoais com André Valadão, o líder evangélico afirmou que não ficaria em silêncio diante de ataques generalizados contra os quase 1 milhão de integrantes da comunidade batista.
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A polêmica teve início na última quarta-feira (23), durante o evento Cultura com Lula, realizado na Fundição Progresso, no Rio de Janeiro. Na ocasião, o presidente da República também elogiou um vídeo do humorista Fábio Porchat sobre supostas irregularidades envolvendo a Lagoinha, o Banco Master e figuras políticas, afirmando que o material merecia um prêmio Oscar e que deveria ser mantido no ar.
Em sua resposta, Malafaia direcionou elogios ao fundador da igreja, pastor Márcio Valadão, ressaltando seus mais de 50 anos de vida íntegra no pastorado. O líder pentecostal aproveitou o espaço para rebater o petista, questionando a moral da gestão federal e citando declarações de ministros do Supremo Tribunal Federal sobre escândalos de corrupção passados.
O pastor também cobrou esclarecimentos públicos sobre supostos encontros entre o empresário Daniel Vorcaro e o Palácio do Planalto, além de mencionar investigações envolvendo familiares do presidente. Segundo o líder religioso, as acusações tiram a autoridade moral de Lula para fazer juízo de valor sobre líderes cristãos e fiéis.
A campanha eleitoral do presidente Lula foi procurada pela imprensa para comentar as declarações de Silas Malafaia, mas não houve retorno até a publicação desta reportagem. O episódio amplia o desgaste na relação entre o Palácio do Planalto e setores expressivos da bancada evangélica e de lideranças religiosas no cenário nacional.
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