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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva, o presidente do Conselho Europeu, António Costa, o premiê do Canadá, Mark Carney, e o presidente do Quênia, William Ruto, lançaram neste domingo um manifesto conjunto em defesa do multilateralismo. A iniciativa foi publicada no jornal Financial Times horas antes do início da Assembleia Geral das Nações Unidas, marcada para esta semana em Nova York.

Batizada de P4M, sigla em inglês para “Parceiros para o Multilateralismo”, a proposta busca criar um espaço aberto para que diferentes nações atuem juntas por reformas nos organismos internacionais. Os líderes enfatizam que o documento não forma um bloco fechado e nem estabelece uma nova burocracia global.

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Os signatários argumentam que o grau de interdependência entre os países atingiu o patamar mais alto da história, enquanto a polarização e a fragmentação política também avançaram. Diante desse cenário de instabilidade geopolítica, o texto aponta que a cooperação internacional é indispensável para resolver crises que ultrapassam fronteiras.

Entre os principais desafios listados no manifesto estão a mudança climática, o avanço rápido da inteligência artificial, o risco de novas pandemias, a instabilidade financeira e os conflitos que geram deslocamentos em massa de populações. O P4M pretende apoiar mudanças estruturais na ONU e em outras instituições para torná-las mais representativas, legítimas, eficazes e confiáveis.

O manifesto é encerrado com um apelo direto a outros chefes de Estado ao redor do mundo. Os líderes convidam as nações a escolherem a cooperação em vez da fragmentação, a lei em vez do poder e a responsabilidade compartilhada no lugar da divisão.

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