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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou que o patamar atual da dívida pública brasileira não lhe provoca pânico, classificando o indicador como “irreal” e apontando as reservas internacionais do país como um colchão de proteção contra crises financeiras.
Durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band, gravada no Palácio da Alvorada, o chefe do Executivo rebateu as preocupações de economistas sobre o avanço do endividamento, que atingiu 82,5% do Produto Interno Bruto (PIB). Os entrevistadores lembraram que o índice era de 71% quando Lula assumiu seu terceiro mandato.
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Dados do Banco Central indicam que a Dívida Bruta do Governo Geral (DBGG) alcançou R$ 10,9 trilhões em julho. O número representa uma alta de 0,6 ponto percentual em relação a junho e acumula um crescimento de 3,9 pontos percentuais ao longo do ano, cenário que analistas do mercado financeiro apontam como o principal obstáculo para a redução sustentável das taxas de juros no país.
Para justificar sua avaliação otimista, Lula destacou o montante de US$ 370 bilhões acumulado nas reservas internacionais brasileiras. “Primeiro, quando eu digo que a dívida pública não me causa pânico, é a dívida pública irreal, tá?”, disse o presidente durante o programa, enfatizando que essa poupança externa começou a ser construída ainda em 2005, durante a sua primeira gestão no Planalto.
O presidente argumentou que a forma mais eficiente de reduzir a relação entre a dívida e o PIB é acelerar a expansão da economia nacional, ressaltando que o Brasil voltou a crescer acima de 3% ao ano após uma década de estagnação. Embora tenha reconhecido que “não está sobrando” dinheiro no Orçamento da União, Lula garantiu que manterá reajustes no salário mínimo, programas sociais e investimentos em infraestrutura.
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