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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva subiu o tom contra o agronegócio de Santa Catarina e afirmou, durante agenda pública no estado, que o setor deveria “se ajoelhar” para agradecer o volume de recursos federais destinados pelo governo federal.
Durante o discurso, Lula cobrou publicamente o reconhecimento dos produtores rurais locais e questionou a forte rejeição política que enfrenta no estado, que se consolidou como um forte reduto eleitoral de oposição ao PT. “Por que sou nordestino?”, indagou o presidente ao rebater a resistência do eleitorado catarinense.
Lula argumentou que, se a sobrevivência e o crescimento do agronegócio de Santa Catarina dependessem diretamente do dinheiro e do financiamento público da União, a postura do setor em relação à sua gestão seria de gratidão. O presidente defendeu que as linhas de crédito e as políticas de fomento do Palácio do Planalto são pilares indispensáveis para sustentar a força da produção agrícola no estado.
A fala expõe o desgaste contínuo e a dificuldade de articulação do governo federal com a bancada ruralista e com os produtores do Sul do país. A região deu ampla vitória à oposição nas últimas eleições e o governo vem tentando, por meio do anúncio de recursos de planos agrícolas, mitigar a resistência desse eleitorado.
Além de focar no setor produtivo, Lula aproveitou o palanque para fazer provocações de forte teor político aos adversários. O presidente declarou que o senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) busca vitórias eleitorais com o objetivo de articular uma forma de livrar o ex-presidente Jair Bolsonaro de problemas com a Justiça.
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