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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva abre nesta terça-feira (22) a 81ª Assembleia Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), em Nova York. A sessão oficial tem início marcado para as 10h, no horário de Brasília, colocando o mandatário brasileiro na tribuna logo após o discurso do secretário-geral António Guterres.

Esta é a décima participação de Lula no evento como presidente da República, consolidando uma tradição histórica em que o Brasil é o primeiro país a discursar no plenário desde os anos 1950. Na sequência da fala brasileira, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, assume a tribuna da organização internacional.

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Durante o pronunciamento, o chefe do Executivo brasileiro deve focar na cooperação internacional para o combate ao crime organizado e na defesa do multilateralismo. Segundo informações divulgadas pelo Ministério das Relações Exteriores, a delegação do país também pretende apresentar a negociação preliminar de um novo protocolo voltado para o combate a crimes ambientais.

A minuta do discurso presidencial não menciona nominalmente Donald Trump nem o chamado Escudo das Américas, iniciativa de segurança regional promovida pelos Estados Unidos e avaliada pelo Palácio do Planalto como uma reedição do Plano Colômbia. O tom geral da mensagem segue a linha adotada em 2025, quando o petista enfatizou que a democracia e a soberania do Brasil são inegociáveis.

A comitiva que acompanha o presidente em território norte-americano conta com 73 pessoas autorizadas pelo Diário Oficial da União, apresentando um porte menor em relação aos anos anteriores. Lula viajou acompanhado da primeira-dama Janja Lula da Silva e de quatro ministros de Estado: Mauro Vieira, das Relações Exteriores; Esther Dweck, da Gestão; Luiz Eloy Terena, dos Povos Indígenas; e Rachel Barros, da Igualdade Racial.

A agenda oficial em solo americano incluiu encontros políticos na véspera, como a reunião com o prefeito eleito de Nova York, Zohran Mamdani, realizada na segunda-feira (21). O retorno do presidente ao Brasil está programado para acontecer ainda nesta terça-feira, motivado pelas demandas do calendário eleitoral brasileiro.

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