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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva defendeu o fim do fundo eleitoral e a realização de uma reforma política abrangente no país, argumentando que as mudanças são indispensáveis para garantir uma atuação partidária mais ética e transparente.
Em entrevista concedida à rede Bandeirantes, que vai ao ar na íntegra na programação da BandNews TV e demais veículos do grupo, o petista criticou a atual dinâmica de financiamento e organização dos partidos políticos brasileiros.
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“As pessoas se organizam de acordo com a quantidade de deputados que conseguem ter. Aí o cara cria uma média empresa, aí recebe fundo partidário, recebe fundo eleitoral. Nem sempre se controla o que faz com o dinheiro. Então isso já precisa acabar”, afirmou o chefe do Executivo federal durante a gravação.
Para o presidente, a reformulação das regras partidárias é uma tarefa exclusiva da sua gestão. Na avaliação do mandatário, o país precisa de legendas estruturadas com programas claros, manifestos consistentes e compromisso real com a sociedade.
Além das mudanças eleitorais, Lula abordou o setor de segurança pública e detalhou a intenção de criar uma força policial especial vinculada a um futuro Ministério da Segurança Pública, voltada para intervenções rápidas em cenários críticos nas comunidades.
O presidente também destacou a necessidade de direcionar o combate ao crime organizado para o topo da cadeia criminosa, mirando os financiadores e chefes que operam nas grandes coberturas e condomínios, em contraponto à atuação focada apenas na base.
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