Espaço reservado para anúncio

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou neste domingo que pretende criar uma polícia especial para combater o crime organizado no país. Segundo o chefe do Executivo, a força seria vinculada a um eventual Ministério da Segurança Pública e teria capacidade de atuar em situações que exijam intervenção federal direta.

A declaração foi dada durante entrevista ao programa Canal Livre, da Rede Band, em meio à reta final da campanha eleitoral de 2026. A proposta surge enquanto o governo federal debate novas estratégias para conter o avanço de facções criminosas e melhorar a integração entre União, estados e municípios.

Espaço reservado para anúncio

De acordo com o presidente, a atual estrutura da Força Nacional não é suficiente para a complexidade exigida no enfrentamento ao crime organizado atual. “Aprovou a emenda constitucional, no dia seguinte está criado o Ministério da Segurança Pública, com a definição de uma polícia especial que eu quero criar, uma Força Nacional capaz de fazer intervenção em qualquer situação”, declarou Lula na entrevista.

Durante a conversa, o mandatário também comentou sobre a classificação de organizações criminosas e afirmou que não considera o Primeiro Comando da Capital e o Comando Vermelho como terroristas nos moldes utilizados pelo governo dos Estados Unidos. Para ele, embora as facções exerçam controle territorial e promovam terror nas comunidades, o objetivo delas não é derrubar o Estado brasileiro.

A criação dessa nova estrutura federal específica para a segurança pública ainda depende de aprovação de mudanças constitucionais e de debates a respeito das atribuições que seriam conferidas ao órgão. Até o momento, o governo não divulgou detalhes operacionais como o efetivo necessário, o orçamento previsto ou as regras definitivas de comando para a corporação proposta.

A proposta do Palácio do Planalto marca posição no debate político sobre segurança pública e deve repercutir nas discussões legislativas dos próximos meses. Especialistas e parlamentares acompanham os desdobramentos da articulação em torno da possível criação da pasta ministerial dedicada ao setor.

Espaço reservado para anúncio