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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a disparar críticas contra o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, durante uma agenda de campanha realizada na noite desta quarta-feira (23), no Rio de Janeiro. O petista afirmou que o mandatário norte-americano adota um tom constante de intimidação nas relações internacionais.
Segundo o chefe do Planalto, o discurso de Trump em reuniões e encontros globais transmite a impressão de que ele está constantemente ameaçando os demais países. Lula comparou a postura dos dois governantes e destacou a importância de o eleitorado observar essas diferenças de posicionamento no cenário político atual.
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O atrito verbal ocorre logo após o discurso de Lula na Assembleia Geral da ONU, realizada na terça-feira (22), onde ele foi o primeiro chefe de Estado a discursar. Na ocasião, o presidente brasileiro defendeu a soberania nacional e declarou que a população decidirá entre democracia e negacionismo no pleito de outubro.
Nos últimos dias, o líder brasileiro tem intensificado as críticas públicas ao colega norte-americano, chegando a utilizar o termo imperador em entrevistas recentes, como a concedida à jornalista Christiane Amanpour, da CNN. Apesar das críticas ao estilo de liderança de Trump, Lula ressaltou que não o considera um inimigo e que prefere vencer a disputa no campo da narrativa.
Questões relativas à segurança do processo eleitoral brasileiro também ganharam destaque recentemente. Segundo o petista, ele já conversou com Trump sobre o pleito brasileiro e recebeu garantias de que os Estados Unidos não pretendem interferir nas eleições de outubro, preservando a relação bilateral.
Contudo, o tema da influência externa continua sob monitoramento dos órgãos de inteligência do país. No final de agosto, a Agência Brasileira de Inteligência enviou um relatório ao Palácio do Planalto, ao Ministério da Justiça e ao TSE alertando sobre o aumento da criticidade e uma tendência de escalada de pressão exercida pelos Estados Unidos sobre o Brasil.
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