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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou durante comício em Belém, no Pará, que as mulheres aprendem a realizar exames ginecológicos desde pequenas, enquanto os homens demonstram resistência e medo diante dos exames preventivos de próstata. A declaração, feita na segunda-feira, gerou repercussão imediata nas redes sociais e duras críticas por parte de parlamentares da oposição.

Contextualizando a fala, o presidente discursava sobre a realização da primeira cirurgia robótica de próstata no estado e na região Norte do país, aproveitando para criticar a relutância masculina em cuidar da saúde. A fala, no entanto, foi rapidamente isolada e utilizada por adversários políticos para atacar a imagem do chefe do Executivo.

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Nesta terça-feira, durante ato político em Salvador, Lula subiu o tom contra o deputado federal Nikolas Ferreira, a quem chamou de canalha, acusando o parlamentar de distorcer propositalmente suas palavras para fabricar polêmicas. A primeira-dama Janja Lula da Silva também entrou na discussão e classificou o congressista mineiro com termos informais, responsabilizando-o diretamente pela onda de ataques virtuais.

Diante da repercussão negativa, a equipe jurídica da campanha petista acionou o Tribunal Superior Eleitoral contra publicações do deputado do PL e divulgou uma nota oficial para esclarecer o episódio. Segundo o comunicado da campanha, o presidente referia-se estritamente à cultura de prevenção na saúde da mulher em contraponto ao machismo que afasta os homens dos consultórios urológicos.

A nota da campanha ainda apontou uma suposta estratégia do campo bolsonarista para desviar o foco de denúncias recentes envolvendo a família Bolsonaro, citando reportagens sobre suspeitas de corrupção e presentes de luxo. A ofensiva busca blindar o governo e desqualificar a mobilização da oposição nas redes sociais, mantendo o clima de polarização aceso rumo ao pleito de 2026.

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