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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva criticou duramente, nesta sexta-feira (25), o sistema de trabalho domiciliar adotado nas agências reguladoras federais. Durante evento com empresários, o petista argumentou que o modelo de home office prejudicou o controle sobre os setores fiscalizados, afirmando que a maioria dos servidores trabalhava de casa.
O chefe do Executivo relatou um episódio envolvendo a ANP (Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis). Segundo o presidente, o dirigente da autarquia teve a ousadia de justificar a falta de fiscalização justamente pela escassez de funcionários presentes presencialmente nas unidades.
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Diante do cenário, Lula adotou um tom de confronto e garantiu que o governo federal pretende retomar o controle estratégico sobre as políticas públicas reguladas. “Nós vamos ter que comprar briga. As agências vão ter que voltar a ser agência reguladora, e quem define a política pública é o Estado brasileiro”, declarou o presidente.
Em sua avaliação histórica sobre a administração pública, o petista pontuou que as autarquias foram criadas durante o governo de Fernando Henrique Cardoso com a função de seguir as diretrizes fixadas pela União. No entanto, na visão do atual mandatário, os órgãos acabaram acumulando um poder excessivo de decisão própria ao longo dos anos.
O discurso foi proferido durante um encontro organizado pelo grupo Esfera Brasil em parceria com o Prerrogativas, reunindo lideranças empresariais. A agenda econômica recente do governo tem contado com forte articulação junto ao setor privado para debater contas públicas e estratégias para o país.
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