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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva afirmou, em entrevista divulgada nesta quarta-feira (30), que não existe paradigma no mundo em que o Congresso fique com metade do Orçamento da União. A declaração foi feita durante conversa com os influenciadores Ricardo Mello, Bárbara Carine, Lauany Schultz e Normose.

Para o petista, a atual configuração resulta em graves distorções políticas no país. Segundo o presidente, a execução orçamentária cabe estritamente ao Poder Executivo para a formulação de políticas públicas, e não aos parlamentares para fins de interesse próprio ou eleitoral.

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O chefe do Executivo detalhou as consequências práticas desse cenário na disputa política. “Como o deputado que recebe R$ 60 ou R$ 70 milhões por ano vai disputar as eleições com uma pessoa que sai do movimento social e que não tem nada?”, questionou durante a transmissão.

Na mesma entrevista, Lula avaliou que o presidencialismo brasileiro foi sequestrado, apontando que esse processo ganhou força durante a gestão do ex-presidente Jair Bolsonaro. O petista criticou a ocupação de agências reguladoras por representantes de empresários indicados por senadores.

Caso seja reeleito para um quarto mandato, o presidente prometeu articular uma reforma política profunda. No entanto, ele ponderou que a concretização de mudanças estruturais dependerá diretamente da composição do Legislativo e da maioria que for eleita no futuro.

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